Memorabilia


Sérgio Godinho - Liberdade

Este espaço será preenchido como o nome indica por “coisas que servem para serem lembradas”, ou seja, será uma recolha de memórias que podem ir de bilhetes de concertos a recortes de jornais, capas de discos, etc. Tudo o que se guarda ao longo dos tempos, objectos ou simplesmente memórias,  e nos remete para momentos passados de significado particular.

Para começar, a memória mais recente, o bilhete do concerto de ontem de Sérgio Godinho no Rivoli, no Porto. Liberdade, nome de uma canção, agora de um álbum também, de um concerto, de uma comemoração: 40 anos de Liberdade.



Viemos com o peso do passado e da semente
Esperar tantos anos torna tudo mais urgente
e a sede de uma espera só se estanca na torrente
e a sede de uma espera só se estanca na torrente
Vivemos tantos anos a falar pela calada
Só se pode querer tudo quando não se teve nada
Só quer a vida cheia quem teve a vida parada
Só quer a vida cheia quem teve a vida parada
Só há liberdade a sério quando houver
A paz, o pão
habitação
saúde, educação
Só há liberdade a sério quando houver
Liberdade de mudar e decidir
quando pertencer ao povo o que o povo produzir
quando pertencer ao povo o que o povo produzir


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Conjunto de Oliveira Muge em Vila Pery
   





Retirado do Boletim Extraordinário da Junta de Freguesia de Ovar de Julho de 2012 de Homenagem ao Conjunto de Oliveira Muge
 
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The Who – Summertime Blues


 

Remonta a 1969 o ano em que comecei a comprar discos, ou melhor, quando meu pai começou me a comprá-los.
Eu, com a minha lista de discos, mais o meu pai, lá íamos os dois ao Porto, onde passávamos o dia, de discoteca em discoteca, em busca e audição (no tempo em que se ouvia os discos ,em cabines insonorizadas, antes de os comprar) dos discos que conseguíamos encontrar. Nessa época as gravações em 45 rpm já estavam em declínio em favor dos LP (Long Play) de 33 rpm, razão pela qual foram poucos os discos Single ou EP-Extended Play de 45 rpm que então comprei. Entre eles está o Single dos The Who “Summertime Blues”, edição portuguesa da Philips, decorria o ano de 1970,  que segundo o site http://www.7inchrecords.com vale 110€.
Descobrimos os The Who através da Ópera Rock “Tommy”, duplo álbum de 1969, disco que nos tinha sido, emprestado por um primo meu afastado que vivia (e vive) em Nova Iorque. Não encontrando essa obra maior que foi (é) “Tommy”, nem o álbum “Live at Leeds” (ambos adquiridos mais tarde) donde tinha sido extraído “Summertime Blues”, comprou-me então o meu pai este Single cuja capa aqui reproduzo.
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Christophe Honoré – As Canções de Amor – Alex Beaupain 

Memórias menos longínquas estas que vêm de França. O ano é o de 2007, um filme e um duplo CD.
 



O filme é "Les Chansons D'Amour" de Cristophe Honoré. ""As Canções de Amor" é um musical que aparenta um filme "ligeiro", mas que acaba por ser uma profunda ode a esse sentimento incansavelmente explorado no mundo das Artes.", em http://pipocasetretras.wordpress.com/
"Aime moi moins, mais aime moi longtemps" é a frase que nos fica no final do filme.



CD é duplo, para além da banda sonora do filme tem um CD bónus a não desmerecer com o  extra "Comme la pluie" do filme seguinte de Christophe Honoré, "La Belle Personne" (A Bela Junie).
 
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Jane Birkin – Serge Gainsbourg

43 anos separam estas imagens!
Primeiro, a capa do Single, de 1969, “je t’aime… moi non plus” de Jane Birkin com Serge Gainsbourg.



Em 2012, finalmente o concerto  “Jane Birkin canta Serge Gainsbourg” , o bilhete e o folheto de anúncio do concerto.

 


Boas memórias!


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 The Bunch – Rock On

Estudava em Coimbra, em meados da década de 70, quando adquiri o álbum "Rock On" dos The Bunch. A história é simples. Um colega de apartamento, o António Oliveira, amante de música como eu, queria vender alguns álbuns que pelos vistos na altura não lhe interessavam. Entre eles estava esta relíquia de um grupo de existência circunstancial, The Bunch, formado pelos músicos identificados na capa, ou seja, os Fairport Convention e amigos - destaque para Sandy Denny e Richard Thompson - para tocarem temas de Rock'n'Roll. Trata-se de uma edição espanhola da Ariola de 1972.




Curiosidade: o disco custou-me 80$00 (0,40€), comprei ainda o "Lizard" dos King Crimson por 120$00 (0,60€), ou seja os 2 ficaram-me por 200$00 (1€), o preço normal de um disco era de 216$50.

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Van Morrison - Astral Weeks


Mais memórias de Coimbra. Agora a propósito de Van Morrison e do álbum "Astral Weeks". Van Morrison era então, como agora, um dos meus músicos preferidos. Já dispunha de 2 álbuns dele, "Saint Dominic's Preview" e "Hard Nose the Highway" e ouvia o recém saído, o incrível duplo ao vivo, "It's Too Late to Stop Now" (1974). Mais uma vez o meu amigo António Oliveira é protagonista desta história, pois foi numa deslacação que ele fez a França que eu aproveitei para lhe pedir se me trazia o álbum "Astral Weeks", de 1968, caso o encontrasse.





Não sei se nessa época ele foi editado em Portugal, mas não me lembro de o ver à venda. E é assim que na minha colecção figura este "Astral Weeks", edição francesa. Mas na contra capa consta "Originally released in November, 1968. An original Warner Bros. recording on Midi Records.distibuted by WEA Music GmbH., a Warner Communications Company. Made in Germany. 1968 Warner Bros. Records ©1974 WEA Music GmbH”. Na rodela do disco consta “ 1972”. O preço, conforme se pode ver na capa foi de 18,50 Francos (ou seja quase 3 €). O site http://www.discogs.com coloca o disco nos géneros Jazz, Rock, Blues, Folk, World, & Country, ou seja inclassificável.


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Jethro Tull – Coliseu do Porto, 6 Novembro 2000



Os Jethro Tull em 2000 eram constituídos por Ian Anderson, Martin Barre, Doane Perry, Andrew Gidings e Jonthan Noyce. Ou seja da formação inicial só se mantinha o líder Ian Anderson e Martin Barre vinha já de 1969. Foi aquela formação que tive oportunidade de, muito tardiamente, ver em 6 de Novembro de 2000 no Coliseu do Porto. É verdade! Muito tardiamente… Em 2000 procuravam com a edição (no ano anterior) de “J-Tull Dot Com” o retorno aos bons velhos tempos, mas esses tinham definitivamente passado, veja-se o alinhamento do concerto focado (para além de J-Tull Dot Com”) nos anos 60 e 70. Se mesmo assim o concerto foi memorável, como seria se tivesse sido a seu devido tempo?

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 Os Blusões Negros - Baile de Finalistas 

Fiz todo o meu ensino secundário no ENSE (Externato Nossa Senhora da Esperança), nos 2 últimos anos já Liceu Nacional de Ovar.



As imagens que se reproduzem referem-se ao convite para um Baile de Finalistas, não conseguindo eu identificar, ao certo, o ano, atrevo-me a adianter 1967 ou 1968. Teria portanto 11, 12 anos e muito provavelmente terei estado no dito baile que foi abrilhantado, como se dizia na época, pelos conjuntos Dragões (de S. João da Madeira) e Os Blusões Negros (do Porto).
Terá sido ao som destes conjuntos que dei os meus primeiros passos de dança?





De notar o preçário:
Senhoras - XL
Cavalheiros - L
Estudantes - XXX
Mesa - LXX
(Em escudos: 40, 50, 30,e 70, respectivamente, em Euros: 20, 25, 15 e 35 ... cêntimos)

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The Platters - Take Me In Your Arms



Os sons dos The Platters são-me familiares, desde muito pequeno, através deste EP: “The Platters – Part III”. Trata-se de uma edição Sueca de 1957 e contêm 4 faixas: “Take Me In Your Arms”, “You Can't Depend On Me”, “Temptation” e “I Don't Know Why”. 
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CSN - Crosby, Stills & Nash (1º álbum)


O 1º álbum dos Crosby, Stills & Nash data de 1969 e foi então considerado pelo programa de rádio "Em Órbita" como o melhor do ano.








É também um dos primeiros álbuns que adquiri e que se conserva, felizmente, em estado perfeito. Para ouvir, ouvir, ouvir ...
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Luíz Rego - mundo da canção nº 9 





Entre as letras das canções publicadas no nº 9 de Agosto de 1970, entre elas, lá estava o "Amor Novo" de Luíz Rego que então se ouvia na rádio.
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Luíz Rego - mundo da canção nº 10

Ainda Luíz Rego, agora com o artigo de Tito Lívio intitulado "Amor Novo - Caminho ou Esperança Nova" saído no nº 10 da revista "mundo da canção" de Setembro de 1970.



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Paulo de Carvalho - mundo da canção nº 11
   
Em Outubro de 1970 no nº 11 a revista "mundo da canção" dava particular destaque ao novo disco de Paulo de Carvalho, um Single com as canções "Walk on de Grass" e "Waiting for Bus" escritas pelo espanhol Manolo Diaz.
A 1ª referência vai para as letras.




A 2ª referência é um pequeno texto de apresentação do Single.




A 3ª referência vai para um anúncio da Movieplay.



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Al Kooper - Easy Does It

Um dos primeiros álbuns que adquiri foi o duplo "Easy Does It" de Al Kooper de 1970, uma ediçºao CBS importada do Reino Unido. A faixa que eu melhor conhecia era a canção título "Easy Does It" que passava no programa de rádio "Página Um". Mas as que melhor me ficaram na memória foram a versão de "I Got A Woman" de Ray Charles e os mais de 12 minutos de "Baby Please Don't Go" um original, de 1935, de Big Joe Williams, guitarrista de Blues do Delta de Mississipi. 





Comprei-o, salvo erro, numa discoteca na Rua 31 de Janeiro do Porto, numa pequena cave do lado direito quem sobe a rua, de nome "Casa Figueiredo" (na capa de plástico exterior ainda se pode ler a letras douradas SECÇÃO DE DISCOS DA Casa FIGUEIREDO RUA DE STª ANTÓNIO 74 PORTO). Nesse tempo, nesta rua, havia, que me lembre, pelo menos 4 discotecas. Outros tempos!
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Tindersticks - Concerto no Coliseu do Porto em 1997

Primeiro de vários concertos que os Tindersticks têm dado, ao longo dos anos, na região do Porto. Foi em 1997, num Coliseu completamente cheio que os Tindersticks deram um concerto memorável, daqueles concertos que é raro ter a oportunidade de ver. Então com 3 álbuns editados, a surpresa do primeiro, o surpreendente segundo e o magnífico terceiro e um concerto fora de série.



Aguardamos a próxima visita!
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The Walkabouts - Concerto no Hard Club em 1999


No antigo Hard Club um belo concertos dos The Walkabouts. Foi a 10 de Outubro de 1999. Chris Eckman vivia então em Portugal e o álbum "Trail of Stars" (Calçada da Estrela) tinha sido editado. Entre Seattle e Lisboa Chris Eckman tinha gravado o álbum "A Janela". O concerto revisitou temas de "Devil's Road" e "Nighttown".
Já temos saudades de Chris Eckman, Carla Torgerson, aguardemos o regresso.


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Rufus Wainwright no Coliseu em 2010


Um belo concerto , o de Rufus Wainwright a solo, ele e o piano, a 6 de Maio de 2010. Tinha acabado de sair o álbum  "All Days Are Nights: Songs For Lulu!!!" que ele tão bem interpretou na 1ª parte do concerto. 




Único senão, o público que, continua a chegar atrasado aos concertos. Neste caso a aplaudir ao fim de cada canção de "All Days Are Nights: Songs For Lulu!!!" quando Rufus tinha pedido, no início, para o fazerem só no fim. Na segunda parte faria uma retrospectiva da restante discografia.

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Sérgio Godinho - 1º EP 

Em 1971 surgiu o primeiro EP do Sérgio Godinho e um dia o meu pai apareceu com ele em casa. Tinha-o obtido via Manuel Freire (o cantor) então colegas de trabalho na empresa F. Ramada, em Ovar.
Já o conhecia da passagem na rádio no programa "Página um" e era composto por 4 faixas: "Romance de um dia na estrada", "A linda Joana", "Charlatão" e "Aeio". É uma edição Guilda da Música  gravado e editado em França.




Acompanha-me deste então a recordar-me os dias de esperança que então se viviam.

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Bert Weedon e a guitarra de ouro






O EP de Bert Weedon contém 4 faixas:

Teenage Guitar
Blues Guitar
Guitar Boogie Shuffle
Petite Fleur

Esta última, Petite Fleur, é um original de Sidney Bechet, e transporta-me para os tempos da juventude quando a ouvia diariamente na praia do Furadouro. Era com esta música que terminava por volta das 11 horas da noite a sessão de música que passava na esplanada da praia então cheia de gente, de todas as idades, que se passeava nas noites quentes dos Verões de então.

Bert Weedon (1920-2012) foi um guitarrista inglês dos anos 50 e 60 e influenciou muitos guitarristas da década de 60 e 70.

"Sa guitare a été fabriquée spécialement pour lui en Allemagne. Toutes les parties de métal sont en or. L'amplificateur coûte plus d'un million, et cela permet à Bert Weedon d'avoir une sonorité vraiment à lui!" - lê-se na contra capa do EP.

Este EP é uma edição francesa de 1959.

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The Beatles - 2º EP editado em Portugal









Foi há 51 anos, em Janeiro de 1964, que foi editado em Portugal  o 2º EP dos The Beatles. O EP continha 4 faixas a saber:  I Want to Hold Your Hand/This Boy/I Saw Her Standing There/Chains.



Na contra capa do disco pode ler-se: “A Imprensa tem noticiado nas últimas semanas com grande destaque os acontecimentos ocorridos em Inglaterra, cada vez que se apresenta em público o conjunto The Beatles – quatro jovens fazem delirar o público inglês, até há pouco considerado o mais reservado do mundo. E nem sequer as augustas personalidades da Corte Britânica escapam à onda de entusiasmo que rola pelas Ilhas. Recentemente a Rainha Mãe e a bela Princesa Margarida saudaram calorosamente The Beatles após o «Royal Variety Show» a que assistiram em Londres – consagrando uma ainda curta mas já brilhantíssima carreira. O público português já conhece The Beatles através do seu primeiro disco publicado com enorme oportunidade pela Parlaphone. A forma entusiástica como aceitou essa gravação obriga-nos, gostosamente, a apresentar este segundo disco.”


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Conjunto Oliveira Muge no Ovarvisão em 1969

Estávamos no ano de 1969, eram as férias de Carnaval e encontrava-me no Café Progresso em Ovar. Nada mais natural, mas o motivo desta vez era muito peculiar, ia-se assistir a um acontecimento que julgo absolutamente inédito no nosso país naquela época: a transmissão em circuito fechado, somente para alguns cafés, de um programa de televisão feito no local, em directo. Foi a Ovarvisão. A Ovarvisão foi uma paródia aos Festivais da Canção da Eurovisão feita por um grupo de foliões bem conhecidos localmente e que davam pelo nome de “Engelhados”. O programa teve a participação do Conjunto de Oliveira Muge, formado no início da década em Ovar, que cedo se transferiu para terras de África (mais concretamente Vila Pery em Moçambique).

Do boletim extraordinário da Junta de Freguesia de Ovar de Julho de 2012:
"Em 1969, entre concertos cancelados, digressões adiadas e ensaios ocasionais, o Conjunto regressa temporariamente a Portugal, onde irá actuar no Ovarvisão, no baile de Carnaval do Orfeão e prestar entrevistas à Nova Antena e Notícias de Ovar."




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Ornette Coleman (1930-2015)

Ornette Coleman, uma lenda norte-americana da história do jazz, morreu esta quinta-feira em Nova Iorque, aos 85 anos
A 7 de Novembro de 2008 assisti, com a minha filha Ana, ao concerto de Ornette Coleman no Coliseu do Porto.
Ficou para sempre na memória, excelente…

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 Steve Lacy Live In Lisbon: Estilhaços

Primeiro disco de Jazz ao vivo gravado em Portugal, "Estilhaços" de Steve Lacy (ou Steve Lacy Live in Lisbon), foi o resultado de um concerto de Steve Lacy a 29 de Fevereiro de 1972 realizado no antigo Cinema Monumental, em Lisboa, de comemoração do 6º aniversário do programa de rádio, apresentado pelo José Duarte, "Cinco Minutos de Jazz". Hoje o mais antigo programa de rádio.
"Cinco Minutos de Jazz" passava, na altura, pelas 11h 30m da noite inserido no programa "23ª Hora" na Rádio Renascença e foi nele que ouvi os primeiros acordes de Jazz.





Numa época em que o Free Jazz fazia escola, Steve Lacy fez, neste concerto, uma abordagem experimentalista (ouça-se "Stations"!), pleno de criatividade patente, particularmente, nas explosões de Steve Lacy e Steve Potts.


Texto de Raúl Bernardo
no interior da capa

"Estilhaços" a liberdade criativa do Jazz a dois anos de se conquistar outras liberdades!

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Manuel Freire Canta Manuel Freire

Manuel Freire vivia na minha terra Natal, Ovar.
Trabalhava na firma F. Ramada onde era colega do meu falecido pai. Foi pela amizade e identificação política que o meu pai adquiriu o primeiro EP de Manuel Freire editado em 1968 de nome "Manuel Freire Canta Manuel Freire".




O EP Tagus TG 112 é composto pelas seguintes 4 faixas:
1 - Dedicatória (Fernando Miguel Bernardes/Manuel Freire)
2 - Livre (Carlos de Oliveira/Manuel Freire)
3 - Eles (Manuel Freire)
4 - Pedro o Soldado (Manuel Alegre/Manuel Freire)

O acompanhamento à viola é de Fernando Alvim.

É sempre com saudades que retorno a este disco.

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A mística hindu na música de Ravi Shankar

A 17 de Abril de 1970, no nº 1610 da Revista "Vida Mundial", uma caixa com um pequeno artigo, sob o título "A mística hindu na música de Ravi Shankar" dava a conhecer o músico indiano Ravi Shankar, referia-se:
"Shankar e a sua música tomaram conta do Ocidente a partir dos Beatles. A necessidade de novos sons levou George Harrison à Índia para aprender com o pandit (o mestre), as linhas básicas da raga (forma melódica hindu) e usá-las, depois, na música moderna ocidental."




Da influência da música indiana  na música Pop-Rock dos anos 60 demos conta em Regresso ao Passado através de canções dos mais importantes grupos de então, dos The Beatles e The Rolling Stones a Led Zeppelin e The Byrds ou ainda esse cantautor escocês que encantou a nossa juventude, Donovan
Essa influência manter-se-ia nas décadas seguintes e mesmo neste século, mas sem, o gosto e a criatividade dos anos 60, pelo menos para meu gosto.
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A Revista Vida Mundial - A Rádio no ano de 1969

A 2ª metade da década de 60 vai assistir a algumas alterações na programação musical na rádio portuguesa.
Num país ultra conservador onde musicalmente dominava a música ligeira de gosto duvidoso, prevalecendo produtos ultra comerciais vindos de França, Itália, Espanha e nacionais, de Tony de Matos a António Calvário.
O panorama começou a mudar quando em 1965 se inicia a transmissão do programa "Em Órbita" e a passagem intransigente da melhor música popular, jovem, de expressão anglo-saxónica, de Bob Dylan aos Cream, dos Jefferson Airplane a Georgie Fame.
Outros programas, como a "Página um", se lhe seguiria no corte com uma situação passadista e caduca no conteúdo e na forma de fazer rádio.

A anteceder a divulgação das listas classificativas do programa "Em Órbita" do ano de 1969 alguns recortes, desse mesmo ano, da revista "Vida Mundial", onde, na rubrica "RÁDIO", se dava nota da situação que então se vivia na nossa rádio. De notar as referências ao programa "Em Órbita".



Vida Mundial, Nº 1560 de 2-05-69

Vida Mundial, Nº 1561 de 9-05-69

Vida Mundial, Nº 1566 de 13-6-69

Vida Mundial, Nº 1568 de 27-06-69

Vida Mundial, Nº 1575 de 15-8-69

Vida Mundial, Nº 1578 de 5-9-69

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Primavera Sound 2016





Para a memória futura da passagem de Brian Wilson pelo Primavera Sound 2016, algumas fotos.






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Tindersticks no Curtas Vila do Conde


Há 23 anos que seguimos os Tindersticks sem haver sinais de desilusão, é obra!
Estão diferentes do início? claro que estão! Tornaram-se repetitivos e monótonos? claro que não!
Os Tindersticks continuam-nos a surpreender pela sua criatividade e capacidade de inovação sem perderem as características iniciais superando as dificuldades inerentes à saída de Dickon Hinchliffe em 2006. Stuart A. Staples, e a sua voz de barítono, em grande forma.

Neste 6º espectáculo que nos foi dado assistir, aquilo que podemos dizer é que, apesar dos condicionalismos de actuarem num festival de curtas metragens, estando pois sujeitos à projecção dos vídeos que acompanham o último registo do grupo "The Waiting Room", o concerto soube a pouco, ficando-se, claro, à espera de nova passagem onde se possa usufruir de uma abordagem mais completa dos 23 anos de carreira deste excelente grupo inglês.




E algumas imagens.



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Jim Morrison - Père Lachaise


Em 1995, em passeio por Paris, a visita à campa de Jim Morrison no cemitério Père Lachaise. Entre outros, o registo em fotografia desse momento, eu e a minha filha Ana então com 13 anos.




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King Crimson - "Larks' Tongues In Aspic"


Num tempo em que a informação não estava à distância de um clic e que portanto se pretendíamos de alguma forma manter alguma informação que fosse no futuro de relativa fácil consulta recorria à elaboração de fichas com informação dos grupos e discos que ia adquirindo ou de alguma forma tido acesso a essa informação (jornais, revistas).
Para o disco "Larks' Tongues In Aspic" dos King Crimson tinha a ficha seguinte:







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The Velvet Underground, John Cale e "The Velvet Underground & Nico"


Agora que descobri as fichas que há muitos anos comecei a elaborar com os grupos e discos de então, aqui vão as referentes aos The Velvet Underground, a John Cale e ao primeiro álbum "The Velvet Underground & Nico".












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Roxy Music e "Stranded"

No tempo em que se elaborava fichas para manter actualizada a informação referente à carreira dos grupos aqui vão as fichas do grupo Roxy Music e do álbum "Stranded" de 1973.

                              







                           


                           

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Seatrain e "Marblehead Messenger"


Mais umas fichas antigas e incompletas de um grupo norte-americano de curta duração e êxito relativamente diminuto, mas de interesse maior, os Seatrain.










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Neil Young

Mais uma ficha elaborada há muitos, muitos anos e actualizada até 1985. Neil Young era e mantém-se uma das minhas maiores referências.






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Dexys Midnight Runners e "Too-Rye-Ay"

A possibilidade de ter alguma informação sistematizada levou há muitos, muitos anos que elabora-se algumas fichas com os dados que de alguma forma conseguia obter relativamente a alguns grupos que preenchiam então as nossas preferências. Era o caso dos Dexys Midnight Runners, aqui a ficha relativa ao grupo e ao 2º LP "Too-Rye-Ay".












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Tindersticks na Casa da Música


Mais uma vinda dos Tindersticks ao nosso país, mais uma passagem pela cidade do Porto. Desta vez na Casa da Música, é hoje à noite às 21h30m.

Tindersticks é um dos grupos estrangeiros que maior empatia estabeleceu com o público português, são muitas, e bem vindas, as actuações desta banda de Rock alternativo inglesa. Desde a primeira aparição, em 1997, no extraordinário concerto no Coliseu do Porto que seguimos as suas passagens, esta é a 7ª oportunidade para os ver. Depois do concerto recente no Festival de Curtas em Vila do Conde, esperamos agora um espectáculo mais longo, onde para além de tocarem o último e muito bom "The Waiting Room", nos deliciem com passagens menos recentes da sua já longa discografia.



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Jacques Brel - Memorabilia

No bar "Goupil le Fol", em Bruxelas, pode-se ouvir boa música francesa, Jacques Brel marca aí presença.
Em 2014, de visita à Bélgica, no referido bar, fotografia de desenho numa parede de Jacques Brel e Édith Piaf.



Na fundação Jacques Brel tempo ainda para comprar 2 CD: "J'arrive" (1968) e "Ne Me Quitte Pas" (1972).





Boas memórias!

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Wallace Collection - Memorabilia

O sucesso "Daydream" dos Wallace Collection foi, em Portugal, editado em EP de 7", pela Valentim de Carvalho com a etiqueta LMEP 1360 e continha as seguintes faixas:

A - Daydream
B1 - Baby I Don't Mind
B2 - Fly Me To The Earth

Segue a capa do meu exemplar:




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Joan Manuel Serrat - la-la-la

Em 1968 Joan Manuel Serrat foi o escolhido pela TVE para o Festival da Eurovisão. A canção dava pelo nome de "la-la-la" e Joan Manuel Serrat manifestou a intenção de a interpretar em catalão. Proibido de o fazer pelo regime do ditador Francisco Franco, foi substituído à pressa pela Massiel que acabou por vencer o Festival.

Se a memória não me falha o meu pai gostava mais da interpretação de Joan Manuel Serrat tendo adquirido o Single que tinha a capa seguinte.





Tratava-se de uma edição portuguesa, tendo a particularidade de o lado A com "la-la-la" e "Poema de Amor" serem interpretadas em português. No lago B mais um excelente tema, agora cantado em castelhano, "Mis Gaviotas".
Boa oportunidade para voltar a ouvi-lo.
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Single Hey Jude/Revolution dos The Beatles


Devidamente recuperado e finalmente com um som bastante aceitável a edição portuguesa de 1968 do Single dos The Beatles que continha no lado A (7XCE 21185-1) "Hey Jude" e no lado B (7XCE 21186-1) "Revolution". 
O Single foi editado com uma capa branca simples com buraco central sem qualquer fotografia ou qualquer identificação, o que é estranho pois tal já não era habitual.





As fotografias são do referido Single que a minha esposa adquiriu na sua juventude anterior ao nosso casamento em 1980.






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