sábado, 25 de novembro de 2017

Leo Sayer - How Much Love

As diversas prestações de Paul Buckmaster nos anos 60 e 70

A surpresa de "The Show Must Go On" (1973) e "One Man Band" (1974) já tinha passado e apesar do seu sucesso ter ainda durado mais alguns anos, em 1977 quando edita "How Much Love" a sedução já não era a mesma. É certo que acabava de ter o seu maior sucesso comercial com "When I Need You" e a sua voz continuava a ser um factor distintivo a merecer o devido destaque. Mas, há sempre um mas, o estilo de composição que interpretava, tenho que confessar, não era inovador e era até um pouco cansativo (lembremo-nos que estávamos em pleno surgimento do Punk).

Leo Sayer teve na década de 70 o seu melhor período mas rapidamente deixou de ser um cantor a evidenciar. Mesmo nessa década logo deixei de acompanhar os seus discos, ouça-se "You Make Me Feel Like Dancing" numa abordagem Disco, para o perceber.




Mas o que trouxe Leo Sayer, aqui, hoje, foi mesmo a canção "How Much Love" pelo facto de contar com a presença de Paul Bukmaster que temos vindo a seguir. Mais um  destaque deste artista inglês a marcar aqui presença no violoncelo e nos sintetizadores.




Leo Sayer - How Much Love

sexta-feira, 24 de novembro de 2017

Caravan - Be All Right / Chance of a Lifetime

As diversas prestações de Paul Buckmaster nos anos 60 e 70

Continuamos no ano de 1973, mais um ano de grande actividade, para mais uma colaboração de Paul Buckmaster.

Desta feita com o grupo inglês Caravan.
Sem atingirem o prestígio dos seus congéneres Yes e King Crimson, os Caravan, originários de Canterbury, estiveram entre as propostas mais interessantes no chamado Rock progressivo.





Em 1973 iam no seu 5º álbum de originais com o título "For Girls Who Grow Plump in the Night" e é nele que surge a participação de Paul Buckmaster.
A colaboração restringe-se à faixa "Be All Right", no álbum está emparelhada com "Chance o a Lifetime", onde toca violoncelo eléctrico.



Caravan - Be All Right / Chance of a Lifetime

quinta-feira, 23 de novembro de 2017

Mott The Hoople - Honaloochie Boogie

As diversas prestações de Paul Buckmaster nos anos 60 e 70

Os Mott the Hoople foram um grupo de Rock inglês que atingiu alguma popularidade na primeira metade dos anos 70, em particular com o álbum "All the Young Dudes" (1972) onde constava a canção título, uma canção composta por David Bowie para o grupo. Os Mott the Hoople perfilaram no género do Glam-Rock, onde, mais que a música, as vestimentas andróginas cheias de cetim e lantejoulas eram marca identitária desta corrente musical.

Muitos foram os que se identificaram com o Glam-Rock, de David Bowie, Roxy Music a Lou Reed no noutro lado do Atlântico. Quanto aos Mott the Hoople, depois do sucesso de "All the Young Dudes", tiveram no álbum "Mott" (1973) o  disco que mais alto subiu nas tabelas de vendas.





Deste LP saíram dois Single "Honaloochie Boogie" e "All the Way from Memphis" ambas com a participação de Andy Mackay, saxofonista dos Roxy Music. É "Honaloochie Boogie" que agora nos interessa pois é aquela que conta também com a prestação de Paul Buckmaster.

Mais uma prestação de Paul Buckmaster, aqui a tocar violoncelo o seu instrumento de eleição.




Mott The Hoople - Honaloochie Boogie

quarta-feira, 22 de novembro de 2017

Blood, Sweat and Tears - Save Our Ship

As diversas prestações de Paul Buckmaster nos anos 60 e 70

O que é que tiveram de comum David Bowie, Elton John, Harry Nilsson, Shawn Philips, Leonard Cohen, The Rolling Stones, Carly Simon e Miles Davis? Para quem acompanhou os últimos Regresso ao Passado a resposta é fácil: Paul Buckmaster, viloncelista, arranjador e director de orquestra colaborou com todos eles e ajudou a imortalizar algumas canções, "Space Oddity", "Sixty Years On", "Without You", "Famous Blue Raincoat", "You're So Vain" entre outras.

Continuando na década de 70 é de referir mais algumas das participações que teve. Para além de continuar a colaborar regularmente com Elton John, ajudando a conferir-lhe uma sonoridade ímpar, será de considerar mais duas colaborações, menos notadas, naquela década, foram com os Blood, Sweat and Tears e os Grateful Dead.





Foi no ano de 1973 que os Blood, Sweat and Tears editaram o seu sexto trabalho de nome "No Sweat" e foi aqui que se encontraram com Paul Buckmaster.
Encontro fora do tempo diria, pois os Blood, Sweat and Tears eram já uma sombra do que tinham sido no período de 1968 a 1971. Al Kooper há muito que tinha partido, David Clayton-Thomas também já lá não estava e Steve Katz tinha acabado de sair, talvez estejam aqui algumas das razões para a menoridade deste LP.
A perda de chama era evidente e nem a presença de Paul Buckmaster nos arranjos salva o disco. Com o notório arranjo de Paul Buckmaster eis "Save Our Ship".




Blood, Sweat and Tears - Save Our Ship

terça-feira, 21 de novembro de 2017

Chris Barber - O'Reilly

As diversas prestações de Paul Buckmaster nos anos 60 e 70

Nascido em 1930, Chris Barber é um músico inglês de Jazz tradicional. Tocador de trombone foi um impulsionador da cena Skiffle nos anos 50, ainda nessa década notabilizou-se com a sua versão de "Petit Fleur", um original de Sidney Bechet. Dono de uma longa discografia que se prolonga até aos nossos dias, o registo hoje em apreço é de 1972 e é o escolhido pois tem, entre os colaboradores, o "nosso", claro!, Paul Buckmaster.





"Drat That Fratle Rat!" foi então editado no ano de 1972 e foi gravado com músicos convidados, alguns dos quais vindos do Rock. Destaque para o guitarrista Rory Gallagher, para Tony Ashton, Kim Gardner e Roy Dyke (do trio Ashton, Gardner & Dyke, quem se lembra de "Ressurrection Shuffle"?) e Paul Buckmaster.

A participação de Paul Buckmaster encontra-se numa única faixa, "O'Reilly", onde toca violoncelo.




Chris Barber - O'Reilly

segunda-feira, 20 de novembro de 2017

Miles Davis - One And One

As diversas prestações de Paul Buckmaster nos anos 60 e 70


Paul Buckmaster, violoncelista  com formação clássica, foi uma figura destacada no mundo da música Pop-Rock evidenciando-se em arranjos que efectuou para músicos como Elton John, David Bowie, Leonard Cohen e The Rolling Stones.
Gostava também de música de vanguarda e Jazz, que se veio a reflectir no ano de 1972 ao ter uma significativa colaboração com o músico Miles Davis.
Essa colaboração verificou-se no controverso álbum "On The Corner" gravado e editado nesse mesmo ano.
A wikipédia refere Paul Buckmaster como "Arranger/Conductor" deste LP e encontra-se também informação que o referencia a tocar violoncelo nas sessões de "On The Corner" de 1 e 6 de Junho, mas tal não acontece nos temas da edição original do disco somente com 4 faixas.





No entanto a influência de Paul Buckmaster neste trabalho é determinante, por um lado ao apresentar a Miles Davis a música do compositor alemão Stockausen, pioneiro na introdução de instrumentos electrónicos na música clássica, por outro ao escrever os arranjos que serviram de base às sessões de estúdio.
Segue a faixa "One And One".




Miles Davis - One And One

domingo, 19 de novembro de 2017

Carly Simon - You're So Vain

As diversas prestações de Paul Buckmaster nos anos 60 e 70


A frescura da melhor música Pop, que não mais se fez, a ser hoje recordada. Pop de qualidade que noutros tempos foi produzida por muitos e bons intérpretes. Carly Simon está nessa lista de músicos que aprendi a admirar nos idos anos 70. O 2º e 3º LP, respectivamente "Anticipation" (1971) e "No Secrets" (1972) foram os que lhe deram maior e merecida projecção. Nos nossos ouvidos ficaram para sempre temas como "Anticipation", "Legend In Our Own Time", "The Right Thing To Do", "You're So Vain", "We Have No Secrets".

Lembro-me tão bem de ouvir a Carly Simon no programa "Página Um", em particular "You're So Vain" objecto do Regresso ao Passado de hoje.





"You're So Vain" fazia parte do LP "No Secrets" o qual contava com a participação de Paul Buckmaster em algumas canções, ora na orquestração, ora nos arranjos de sintetizadores e coros.

Em "You're So Vain" é na orquestração que a colaboração de Paul Buckmaster se faz sentir, naquela que foi uma das grandes canções do ano de 1972.




Carly Simon - You're So Vain

sábado, 18 de novembro de 2017

The Rolling Stones - Moonlight Mile

As diversas prestações de Paul Buckmaster nos anos 60 e 70

Também The Rolling Stones estão na lista das colaborações de Paul Buckmaster. Também no ano de 1971 é editado o LP onde constava a contribuição de Paul Buckmaster nos arranjos das cordas, neste caso em duas canções.

"Sticky Fingers" é o primeiro LP dos The Rolling Stones da década de 70, uma década menos produtiva e menos inspirada que a anterior. Foi um trabalho bem recebido pela crítica  e ainda hoje colocado entre os melhores de toda a discografia do grupo. A capa, a célebre fotografia das jeans, no original com zip, fora concebida por Andy Wahrol
Os temas mais conhecidos foram "Brown Sugar" e "Wild Horses", mas o mais arrojado era "Sister Morphine" que também foi interpretado, de forma superior, pela Marianne Faithfull co-autora da canção com Mick Jagger e Keith Richards.





A notória participação de Paul Buckmaster está nas faixas "Sway" e "Moonlight Mile" que encerrava o disco.
Repare-se então em "Moonlight Mile" onde a marca de Paul Buckmaster é bem evidente no arranjo das cordas.




The Rolling Stones - Moonlight Mile

sexta-feira, 17 de novembro de 2017

Leonard Cohen - Avalanche

As diversas prestações de Paul Buckmaster nos anos 60 e 70

Gravado ainda em 1970, mas com edição em 1971, "Songs of Love and Hate" é o 3º e provavelmente o melhor disco de Leonard Cohen e é hoje em dia um clássico da música popular.

O mérito deste excelente  álbum vai directo, claro, para Leonard Cohen e a sua capacidade única de musicar e interpretar os seus poemas de amor e ódio, mas neste disco sobressaem também os arranjos de cordas que devem ser devidamente relevados.

Para além do álbum "Elton John" de 1970, foi neste disco que melhor tomei conhecimento de Paul Buckmaster ao qual dei a devida importância. Ouça-se os arranjos em canções como "Avalanche", "Famous Blue Raincoat" ou ainda "Joan of Arc", umas vezes densos e pesados outras discretos e subtis, e reconheça-se a riqueza acrescentada por Paul Buckmaster a este conjunto de canções que marcaram a minha adolescência.

"Songs of Love and Hate" foi o primeiro LP de Leonard Cohen que tive, é uma edição portuguesa de 1971, a contra capa tinha um pequeno poema de Cohen:

"They locked up a man
Who wanted to rule the world
The fools
They locked up the wrong man"






"Songs of Love and Hate" abre com a pesada e frígida "Avalanche" onde a constante guitarra flamenga de Leonard Cohen é acompanhada por densos e ameaçadores crescendos saídos da inspiração de Paul Buckmaster.
Um trabalho notável de Leonard Cohen e... Paul Buckmaster.




Leonard Cohen - Avalanche

quinta-feira, 16 de novembro de 2017

Harry Nilsson - Without You

As diversas prestações de Paul Buckmaster nos anos 60 e 70

Em 1971 Paul Buckmaster teve mais um ano de intensa actividade (em termos de edições, pois algumas das gravações vêm do ano anterior). Senão veja-se: a sua colaboração com Elton John continua em mais 2 excelentes trabalhos, "Friends" banda sonora do filme e ainda "Madman Across the Water"; os arranjos de "Songs of Love and Hate" de Leonard Cohen são-lhe entregues, são dele ainda os arranjos de cordas de duas canções de "Sticky Fingers" dos The Rolling Stones.

Confesso que não sabia e só o descobri agora, um dos sucessos maiores do ano e que eu particularmente não gosto, tinha os arranjos de Paul Buckmaster. Era a versão de "Without You" de Harry Nilsson.
"Without You" era, no original que prefiro, uma canção dos malfadados Badfinger, editada no 2º LP do grupo em 1970, mas seria na realidade na voz de Harry Nilsson que iria conhecer um enorme sucesso.
De acordo com a wikipedia "Without You" foi editada em Single em todo o mundo excepto Portugal que foi editada pela TELECTRA em formato EP (4 canções).





Fora esta curiosidade, eis "Without You" com os arranjos de cordas e sopros de Paul Buckmaster que temos vindo a seguir.




Harry Nilsson - Without You

quarta-feira, 15 de novembro de 2017

Shawn Philips - The Ballad of Casey Deis

As diversas prestações de Paul Buckmaster nos anos 60 e 70

É como as cerejas, vêm umas atrás das outras. Quanto mais se procura mais se encontram as participações de Paul Buckmaster no ano de 1970. Sim, continuamos no ano de 1970 para mais uma colaboração deste singular músico e arranjador. Desta vez com Shawn Philips no seu 4º registo "Second Contribution".

Shawn Phillips foi um dos nomes mais imerecidamente ignorados da história da música popular. Com mais de duas dezenas de álbuns gravados, e um estilo próprio difícil de catalogar, teve o seu início ainda nos anos 60 com os dois primeiros LP em 1964 e 1965. É na década de 70 que vai ter a sua melhor produção, logo no ano de 1970 são editados "Contribution" e "Second Contribution", sendo neste último que a presença de Paul Buckmaster se faz mais sentir com os seus excelentes arranjos de orquestra e também nos teclados.




"Second Contribution" um disco a merecer novas descobertas das sonoridades novas que então eram praticadas e das quais Shawn Philips (e Paul Buckmaster também, claro) fez parte.
"The Ballad of Casey Deis" a fazer disso prova.




Shawn Philips - The Ballad of Casey Deis

terça-feira, 14 de novembro de 2017

Quatermass - Laughin' Tackle

As diversas prestações de Paul Buckmaster nos anos 60 e 70

Ainda o ano de 1970 para mais uma prestação de Paul Buckmaster.

Desta vez para um desconhecido trio a praticar um Rock pesado e progressista a lembrar, aqui e acolá, talvez pela presença e predominância do órgão, os Deep Purple e os Uriah Heep ou ainda os Nice.

John Gustafson (futuro Roxy Music), voz e baixo, Peter Robinson, orgão e Mick Underwood foram os constituintes desse grupo britânico, de curta duração, de nome Quatermass que editaram um único álbum homónimo em 1970.




Os arranjos de cordas são particularmente relevantes na faixa de maior duração "Laughin' Tackle" onde se encontrava Paul Buckmaster no violoncelo.




Quatermass - Laughin' Tackle

segunda-feira, 13 de novembro de 2017

Mick Farren - Mona (A Fragment)

As diversas prestações de Paul Buckmaster nos anos 60 e 70


Mick Farren (1943-2013) já por aqui passou a propósito do grupo underground The Deviants com quem gravou 3 LP nos anos de 1967 a 1969. Em 1970 é editado o primeiro LP a solo "Mona - The Carnivorous Circus" que é o objecto de hoje.

E, está-se mesmo a ver, Paul Buckmaster também aqui vai marcar presença. Pois é, entre 1969 e 1970 já o vimos com David Bowie, Bee Gees, Elton John, Chris Farlowe e agora Mick Farren, e não vai ficar por aqui.





Quanto a Mick Farren depois deste disco passou a dedicar-se mais ao jornalismo, actividade que já vinha exercendo nomeadamente no "International Times". Este disco continua os caminhos da contra cultura do Reino Unido de que Mick Farren era um dos mais significativos representantes. Ainda hoje não é um disco de fácil audição. Começa com o tema "Mona (A Fragment)", continua com "Carnivorous Circus, Pt 1" e "Carnivorous Circus, Pt 2" interrompidas por uma versão de "Summertime Blues" de Edie Cochran, para no final retomar "Mona (The Whole Trip)".

"Mona" é uma canção, no original de Bo Diddley de 1957, aqui completamente subvertida, de acordo com o próprio: "I was crazy when I did Mona - really mentally ill. If I listen to it I can still feel it. Maybe I should have chilled out for a few months before making the album, but I was a bit depressed, and I thought I'd just do it entirely my own way for the first time" (na wikipédia).

No violoncelo estava Paul Buckmaster, segundo a mesma fonte, "who had demonstrated to Farren the similarities between Bo Diddley and Béla Bartók".




Mick Farren - Mona (A Fragment)

domingo, 12 de novembro de 2017

Chris Farlowe - Mama Rosa

As diversas prestações de Paul Buckmaster nos anos 60 e 70

Paul Buckmaster teve, ainda nos anos 1969/70, para além das aqui já referidas (David Bowie, Bee Gees e Elton John), outras colaborações que sendo menos conhecidas não foram de menor interesse
Entre essas colaborações constaram os nomes de Chris Farlowe e também de Mick Farren, anos de grande azáfama, portanto.

Apesar da sua longa carreira, Chris Farlowe tem actualmente 76 anos, a fase de maior popularidade centrou-se nas décadas de 60 e 70 onde, para além da carreira a solo, integrou grupos como os Colosseum e os Atomic Rooster. Ficou, no entanto, para sempre conhecido pelo êxito que teve em 1966 com a versão de "Out of Time" dos The Rolling Stones.

Para hoje interessa-nos o disco editado em 1970, "From Here To Mama Rosa".





The Hill foi um grupo de curta duração formado durante o ano de 1969 e que contou na sua constituição com Paul Buckmaster que temos vindo a recuperar. Sem vocalista e com um conjunto de canções preparadas para a realização de um LP é Chris Farlowe que vai dar voz a este projecto cujo único disco tomou o nome de "From Here To Mama Rosa".
Uma agradável surpresa este disco de Rock Progressivo com a voz de Chris Farlowe a destacar-se, dele escolhemos a canção "Mama Rosa" onde Paul Buckmaster se evidencia no violoncelo.



Chris Farlowe - Mama Rosa