quinta-feira, 27 de julho de 2017

Peter, Paul and Mary - Leaving In A Jet Plane

mundo da canção nº 4

Mais uma merecida repetição. Voltamos a "Leaving On A Jet Plane" e aos meus, particularmente queridos, Peter, Paul and Mary.

Difíceis de igualar na qualidade interpretativa da melhor música popular norte-americana os Peter, Paul and Mary encantaram-nos durante a década de 60 e deixaram-nos canções de uma beleza fora do vulgar como esta "Leaving On A Jet Plane".
Na realidade uma canção escrita por John Denver e também por ele mais tarde interpretada, é, no entanto na versão dos Peter, Paul and Mary que tem todo o seu esplendor.





Gravada originalmente para o LP "1700" de 1967, é editada em Single em 1969, talvez por isso a publicação da letra no nº 4, de Março de 1970, da revista "mundo da canção".

De uma beleza interminável, regressamos mais uma vez a "Leaving In A Jet Plane", na melhor versão que teve, a dos Peter, Paul and Mary, claro!



Peter, Paul and Mary - Leaving In A Jet Plane

quarta-feira, 26 de julho de 2017

Aretha Franklin - Share Your Love With Me

mundo da canção nº 4

Diversificada nos géneros musicais que a revista divulgava, o nº 4 do "mundo da canção" de Março de 1970 continuava, para além da publicação de algumas entrevistas e artigos de análise, a editar letras de canções dos mais variados artistas. Assim, ao lado de "Free Me" de Otis Redding, mais uma letra de uma canção Soul, agora da veterana Aretha Franklin.




"Share Your Love With Me" foi um êxito na voz de Aretha Franklin em 1969, tendo permanecido 5 semanas nas listas de vendas de Singles de música "Soul", fazia parte do álbum "This Girl's In Love With You" do ano seguinte. Em 2016, Van Morrison tem uma versão desta canção no bem recebido álbum "Keep Me Singing".

Na voz inconfundível de Aretha Franklin podemos ouvir "Share Your Love With Me".




Aretha Franklin - Share Your Love With Me

terça-feira, 25 de julho de 2017

Otis Redding - Free Me

mundo da canção nº 4

Otis Redding marca presença por duas vezes no nº 4 da revista "mundo da canção" que viu a sua publicação em Março de 1970.
Nome grande da música Soul Norte-americana, Otis Redding tinha falecido em 1967 num trágico acidente de avião, mas a sua música continua a ser ouvida e divulgada em particular pela edição de vários álbuns póstumos.

As letras que o "mundo da canção" publicavam eram "Higher and Higher" na secção "Êxitos de Ontem" (?) e "Free Me". As duas canções faziam parte do já 4º LP póstumo, editado em 1969, de nome "Love Man", com temas gravados por Otis Redding em 1967.




"Free Me",  uma bela balada,  em mais uma grande interpretação de Otis Redding, um dos maiores, senão o maior, cantor Soul de todos os tempos.




Otis Redding - Free Me

segunda-feira, 24 de julho de 2017

The Moody Blues - Eternity Road

mundo da canção nº 4

Apesar do rótulo global de Rock, a diversidade musical no final dos anos 60 atingiu níveis muito significativos. Uma explosão de criatividade verificou-se na segunda metade dos anos 60 com o surgimentos das mais variadas propostas musicais. A maior parte foi de expressão anglo-saxónica e a revista "mundo da canção" surgida em Dezembro de 1969 foi disso reflexo. No nº 4, de Março de 1970, que temos vindo a recuperar, é um bom exemplo dessa diversidade, para além da divulgação da música popular de expressão portuguesa, espanhola e francesa, a de origem anglo-americana ocupava um espaço significativo com propostas que iam de Bob Dylan, Joan Baez e Otis Redding, aos The Kinks, The Hollies e The Beatles.
A atestar a diversidade referida ao lado da letra de "Whole Lotta Love" dos Led Zeppelin, encontrávamos The Moody Blues com "Eternity Road" que é a passagem de hoje.




"Eternity Road" não foi das canções mais conhecidas dos, sempre bem vindos, The Moody Blues. É, no entanto, uma belíssima canção escrita por Ray Thomas, o flautista do grupo, e que tão bem integra esse álbum infelizmente menos considerado "To Our Children's Children's Children" editado no ano da descida do homem na lua, 1969.

Soa estranho a sua audição isolada, sendo pois preferível escutá-la no todo que é o conceptual LP. É o disco dos The Moody Blues a que volto mais frequentemente, uma verdadeira viagem no espaço e no tempo onde algures fica "Eternity Road".




The Moody Blues - Eternity Road

domingo, 23 de julho de 2017

Led Zeppelin - Whole Lotta Love

mundo da canção nº 4

Ao 2º LP os Led Zeppelin tiveram um êxito enormíssimo, foi "Whole Lotta Love".

De um som Blues-Rock preponderante  para uma sonoridade marcadamente mais Hard-Rock assim se fez a evolução dos Led Zeppelin na década de 70.
"Led Zeppelin II", de 1969 evidenciava essas sonoridades, onde "Whole Lotta Love" marcava a melhor síntese da influência do Blues e o som mais Hard adoptado pelo grupo.
Na realidade  "Whole Lotta Love" contem partes da canção "You Need Love" de Willie Dixon do início da década de 60 e então interpretada por Muddy Waters. Créditos de Willie Dixon que só mais tarde vieram a ser reconhecidos.
"Whole Lotta a Love" continha um poderoso riff de guitarra de Jimmy Page e a energética interpretação de Robert Plant  ultrapassava tudo o que se conhecia até então.
Recordo-me bem da sensação de irreverência e libertação de energia que "Whole Lotta a Love" então provocava, mas a minha real adesão aos Led Zeppelin só se verificou no ano seguinte com "Led Zeppelin III".




A edição de Março de 1970 da revista "mundo da canção" publica a letra de "Whole Lotta Love" e é o motivo desta segunda passagem pelo, agora, clássico dos Led Zeppelin.




Led Zeppelin - Whole Lotta Love

sábado, 22 de julho de 2017

The Kinks - Shangri-La

mundo da canção nº 4

Passagem repetida para "Shangri-La". Dos bons velhos The Kinks novamente a recordação de "Shangri-La". Relembro esta tremenda canção dos ingleses The Kinks que tanto gostava de ouvir nesses longínquos e memoráveis anos 60.

Em 1969 The Kinks editavam o sétimo álbum de originais de nome "Arthur (Or The Decline And Fall Of The British Empire)" e nele constava este "Shangri-La" que nunca nos cansamos de ouvir, uma das melhores canções escritas por Ray Davies. Não teve, no entanto, o sucesso devido e mesmo hoje pese alguma recuperação que tem sido feita, mantêm-se relativamente ignorada.




Não passou despercebida à revista "mundo da canção" que no nº 4 de Março de 1970 publicava a letra de "Shangri-La".
"Shangri-la" a mostrar como The Kinks têm sido subestimados através dos tempos, definitivamente uma das melhores composições do século XX.




The Kinks - Shangri-La

sexta-feira, 21 de julho de 2017

Simon and Garfunkel - Mrs Robinson

mundo da canção nº 4

"Bookends" é talvez o álbum perfeito do duo Simon and Garfunkel que encantou toda uma geração. É lá que aparece a versão final de "Mrs Robinson" que já tivemos oportunidade  de lembrar.




Em Março de 1970, o nº 4 da revista "mundo da canção" publica a letra desta canção já então tão popular do duo norte-americano. Foi em 1968 no referido álbum "Bookends" que é dada a conhecer na sua versão final, os primeiros sons, esses conheceram-se no final de 1967 quando saiu o filme de Mike Nichols "The Graduate" com Dustin Hoffman e Anne Bancroft, esta no papel de Mrs Robinson.

Em "The Graduate", "Mrs Robinson" surge por duas vezes, uma primeira somente instrumental e uma segunda onde são cantados os primeiros versos. Como já conhecemos "Mrs Robinson" de "Bookends", juntamos as duas partes de "Mrs Robinson" do filme para mais este Regresso ao Passado.




Simon and Garfunkel - Mrs Robinson

quinta-feira, 20 de julho de 2017

Aphrodite's Child - It´s Five O'Oclock

mundo da canção nº 4

Inequivocamente Aphrodite's Child foi o conjunto grego com maior projecção no final da década de 60. Um pouco por toda a Europa, por cá também.
Primeiro conhecemos "Rain and Tears", depois "I Want To Live". Em 1969 editam o 2º LP "It's Five O'Clock" e é dele que o nº 4 da revista "mundo da canção", em Março de 1970, reproduz a letra de duas canções, "Marie Jolie" e "It's Five O'Clock".
"Marie Jolie" a mostrar caminhos que mais tarde Demis Roussos iria trilhar e "It's Five O'Clock" na linha do Pop Psicadélico que marcava o grupo.



Faltava ainda o êxito que foi "Winter, Spring, Summer and Fall", pelo qual já passámos, e a obra de maior fôlego, o duplo LP "666" somente editado em 1972, já com Vangelis e Demis Roussos a conhecerem carreiras individuais bem diferenciadas.

Para já mantemo-nos em finais de 1969 para ouvir "It's Five O'Clock".




Aphrodite's Child - It´s Five O'Oclock

quarta-feira, 19 de julho de 2017

Donovan - Barabajagal

mundo da canção nº 4

Correndo o risco de me contradizer, ou seja afirmar o mesmo relativamente a muitos e variados músicos dos anos 60, Donovan era uma das minhas maiores preferências. Pelo menos deste "Mellow Yellow" que comecei a gostar de Donovan, o escocês que rivalizou com Bob Dylan.

Figura emblemática do movimento hippie do Reino Unido, emergiu da cena Folk a meio da década de 60, tendo gravado entre 1965 e 1969 sete álbuns representativos do melhor Folk-Rock então praticado. O último destes álbuns é "Barabajagal", editado em 1969, e continha a canção título escolhida para hoje.
Rodeado de excelentes músicos, dos quais destaco, Jeff Beck e Ronnie Wood (guitarra), John Paul Jones e Danny Thompson (baixo), Nick Hopkins (teclados), Madeline Bell, Leslie Duncan e Rod Stewart (vozes), "Barabajagal" continha temas intemporais como "Atlantis" e de "Susan On The West Coast Waiting", mas também "Barabajagal" que tão bem me recordo de ouvir na nossa rádio.



É a letra de "Barabajagal" que a revista "mundo da canção", no seu nº 4 de  Março de 1970,  então publica e que agora sabe tão bem recordar.




Donovan - Barabajagal

The Beatles - Memorabilia

Single Hey Jude/Revolution dos The Beatles


Devidamente recuperado e finalmente com um som bastante aceitável a edição portuguesa de 1968 do Single dos The Beatles que continha no lado A (7XCE 21185-1) "Hey Jude" e no lado B (7XCE 21186-1) "Revolution".
O Single foi editado com uma capa branca simples com buraco central sem qualquer fotografia ou qualquer identificação, o que é estranho pois tal já não era habitual.





As fotografias são do referido Single que a minha esposa adquiriu na sua juventude anterior ao nosso casamento em 1980.


terça-feira, 18 de julho de 2017

The Beatles - Hey Jude

mundo da canção nº 4

Até à data o grupo com mais passagens por este Blog, aqui vai mais uma com The Beatles.

The Beatles um dos principais grupos responsáveis pela revolução musical ocorrida nos anos 60 são aqui passagem regular seja qual for o motivo. Agora a publicação de letras de canções do grupo no nº 4 da revista de divulgação musical "mundo da canção" em Março de 1970. Estava para breve o anúncio do fim dos The Beatles mas o último álbum "Let It Be" ainda não tinha sido editado, os sons mais recentes iam para "Come Together" e "Something" que sobressaiam em "Abbey Road", mas são mais recuadas as letras que "mundo da canção" escolheu para publicar, respectivamente "Hey Jude" e "Get Back".

"Get Back" era uma canção menor que iria fechar "Let It Be", já "Hey Jude" foi um verdadeiro hino que a juventude abraçou.



"Hey Jude" foi editada em Single em 1968 e não constou em nenhum álbum de originais do grupo. Foi à época a canção mais longa, mais de 7 minutos, gravada num Single. Porque tenho as melhores memórias do tempo em que ouvia e cantarolava "Hey Jude", alegre e contente, aqui partilho "Hey Jude" para audição.




The Beatles - Hey Jude

segunda-feira, 17 de julho de 2017

Creedence Clearwater Revival - Susie Q

mundo da canção nº 4

Novo Regresso ao Passado com os Creedence Clearwater Revival, também conhecidos por CCR.

Bastante apreciados no final dos anos 60, os CCR deixaram-nos, num espaço de tempo curto, um conjunto significativo de canções às quais nunca se fica indiferente quando se ouve. De "I Put a Spell on You" a primeira faixa do 1º LP "Creedence Clearwater Revival" de 1968, a "Sweet Hitch-Hiker" a última canção do último álbum "Mardi Gras" de 1972, vão um conjunto de sucessos irresistíveis que ainda hoje nos fazem abanar o esqueleto mesmo quando estamos a escrever estas letras.




A revista "mundo da música" nº 4 de Março de 1970 publicava duas letras de dois êxitos dos Creedence Clearwater Revival, respectivamente "Susie Q" e "Down on The Corner", as duas já anterior objecto de recuperação neste blog.
Ficamos novamente com "Susie Q" mas agora na versão reduzida editada em Single.




Creedence Clearwater Revival - Susie Q

domingo, 16 de julho de 2017

The Hollies - He Ain't Heavy... He's My Brother

mundo da canção nº 4

Já aqui referidos algumas vezes mas nunca com o destaque devido chegou hoje a vez para The Hollies.

Constituídos em 1962, mantém-se ainda hoje como grupo, mas já sem qualquer elemento da formação inicial na qual se destacaram Allan Clarke e Graham Nash. Este último abandonaria o grupo em finais de 1968 para a aventura que foi Crosby, Stills and Nash e futuras variações.
The Hollies foi um dos mais famosos grupos ingleses da década de 60, a rivalizar então em popularidade com The Beatles e The Rolling Stones, caracterizaram-se por uma sonoridade Pop-Rock onde predominavam as harmonias vocais.
Apesar dos 10 LP gravados na década de 60 são os Singles que predominaram no êxito do grupo, até à recordação de hoje ficaram-nos no ouvido canções como "If I Needed Someone", "Stop Stop Stop", "On a Carousel", "Carrie Anne", "Jennifer Eccles" e "Sorry Suzanne".




O nº 4 do "mundo da canção" de Março de 1970 publica a letra de "He Ain't Heavy... He's My Brother", grande sucesso dos The Hollies no ano anterior já sem Graham Nash.



The Hollies - He Ain't Heavy... He's My Brother

sábado, 15 de julho de 2017

Leonard Cohen - The Stranger Song

mundo da canção nº 4


Terá sido na revista "mundo da canção" (ou na contra-capa do 1º LP?) que li os primeiros poemas de Leonard Cohen. No nº 3 da revista vinha publicado "Suzanne", no nº 4 de Março de 1970, que agora recuperamos, "The Stranger Song", as duas vinham publicadas na contra-capa do álbum "The Songs Of Leonard Cohen" ao qual pertenciam.

Começamos com Leonard Cohen, e precisamente "The Stranger Song", a passagem pelas letras em língua inglesa transcritas neste nº do "mundo da canção".
"The Stranger Song" tornou-se como todas as canções do primeiro LP parte das canções essenciais de Leonard Cohen.




Editado no auge do movimento hippie, no singular ano de 1967, onde se desenvolveram múltiplas expressões musicais, muitas delas facilmente datadas, "The Songs Of Leonard Cohen" destacava-se pelo intimismo interpretativo original de Leonard Cohen e nos arranjos simultâneamente simples e densos originando um estilo único e inspirador mas que mais ninguém conseguiu igualar. "The Songs Of Leonard Cohen" é uma obra intemporal e "The Stranger Song" uma das suas peças.




Leonard Cohen - The Stranger Song